quarta-feira, 14 de outubro de 2015


Caminhada Tupinambá


Os Tupinambás de Ilhéus

Por Nildson B. Veloso




Enfim... 

Chegamos ao final de uma semana repleta de produtividade, conhecimentos, trocas de experiências e compreensão mais aprofundada sobre a causa indígena, que, por sinal, não é apenas dos índios, e sim, de todos nós. Claro que algumas questões precisam ser revistas e discutidas a começar pelo termo “índio”, que para alguns guardiões ou nativos não representa o nome do seu povo, pois não são nascidos na Índia. 




Durante a Caminhada em direção à praia do Cururupe, víamos em cada olhar a força do guerreiro que não impunha mais artefatos de guerra, mas o olhar. Esse sim, representava em cada um a força e o desejo de Tupã e da mãe Jaci. 




À medida que nos aproximávamos do ponto final, a alegria e os cânticos ecoavam com mais energia e emoção e as reflexões a nós chegavam como flechas, trazendo, ao invés de dor, uma paixão... Paixão por um povo que, embora ainda hoje acuado pelas especulações imobiliárias, os levando cada vez mais para dentro da mata distanciando-os do mar, é um povo que acredita no ser humano, que tenta buscar formas de resolver seus problemas através de diálogos – esses são valores da sua civilização. 




A Caminhada deixa, além de outras, a lição pelo respeito aos seus anciões que são a base de sua educação 

– Ah, como seria bom isso dentro da nossa civilidade!  que ensina seus filhos a ouvir e aceitar o conselho dos mais velhos. Isso, notoriamente, é percebido entre os menores das aldeias. 




Nas retóricas dos caciques e vice-caciques, algumas palavras escorregavam, levando a acreditar que eles precisam realmente se unir mais, esquecendo as diferenças internas para que não se fragmentem e, então, se fragilizem, como numa tática de guerra que faz com que o adversário se enfraqueça. 




Outra dessas táticas está na negação da existência deles que, estranhamente, é percebida conversando com alguns moradores de Ilhéus, quando perguntados se conhecem os tupinambás e os mesmos fazem uma expressão de não saber do que se trata, assim como a negação identitária feita por muitos quando lhes são proibida a identidade indígena. 




Precisamos ver a cidade de Ilhéus não apenas como cenário dos romances de Jorge Amado, mas como local vivo da nossa história que ainda é habitado por muitos índios hoje conscientes de seus direitos pelas terras que, inegavelmente, lhes pertence. 




Awere!


Fotogramas: Nildson B. Veloso

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Educadores da Rede Anísio Teixeira IAT/SEC-BA: Caminhada Tupinambá


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Banho



Exercício com alunos e professores do Intensivo de Interpretação para o audiovisual do colégio Antonílio da França em Juazeiro.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Os Grandes do Norte



Carta aos meus discípulos do Colégio  Antonílio da França Cardoso em Juazeiro - Bahia

Olá, meus pupilos.

Finalmente, chegamos à conclusão do nosso Intensivo. Estou convencido de que, com esse trabalho, nos tornamos cada vez mais aprendentes, pois, a cada dia de aula, temos um novo aprendizado com cada um, seja simplesmente com um gesto daquele lá no fundo da sala, ou com aquele que insiste em fazer a sua atividade com perfeição, ainda que o professor tente convencê-lo de que não há a necessidade. Mesmo assim, ele por si só busca a excelência. Isso para mim é grandeza!

Grande, também, é a simplicidade de quem grande é, e se mostra pequeno, muitas vezes, para ajudar os colegas a não se sentirem menores diante de um talento pulsante. 

Da mesma forma, grande é aquele que, com toda a sua timidez, não se deixa abater pelo desafio de estar diante da câmera, fazendo algo desafiador e que requer muita coragem.

Grande é a força da mulher-menina que teima não perder o foco daquilo que quer, ainda que tenha que negociar e delegar os cuidados do seu bebê à outrem.

Grande é menina que chora quando percebe que terá que negociar a sua construção dramática, para que possa caber na nossa humilde produção, mas não se deixa cair e a reconstrói como uma fênix que ressurge daquelas cinzas de palavras caídas do papel.

Grande é aquele cara que, mesmo sendo seu primeiro experimento dionisíaco, aceita o desafio de assumir, cenicamente e em público, ser uma outra pessoa que sofre grande discriminação e preconceito.

Grande, também, é a bebê que, com toda a sua espontaneidade, chora, conta sua vida diante de um público que ela mal conhecia, como se estivesse conversando com um amigo, ali.

Grande é aquele menino que esbanja simpatia e carinho para com todos e que nos surpreende, quando da improvisação, nos mostrando um homem sério, mesmo com a pouca idade que tem e com a sua dificuldade oral que só ele acredita ter.

Grandes são aqueles que logo perceberam que não poderiam dar conta da empreitada, devido aos seus afazeres e, honestamente, decidiram não permanecer, para não prejudicar os seus pares.

Grandes somos todos que juntos buscamos as nossas realizações através do bem!

AOS GRANDES!











terça-feira, 25 de junho de 2013

Tieta do Agreste


Tieta retorna a sua terra natal, a pequena Santana do Agreste, após 25 anos de ausência. Sua volta causa certa apreensão na família, uma vez que Tieta saíra escorraçada pelo pai Zé Esteves, movido pelas intrigas de Perpétua, sua irmã mais velha.
A chegada de Tieta, rica e poderosa, põe fim aos boatos de que estaria morta e aguça a ambição não só de seus familiares - Perpétua, Zé Esteves, Elisa, Ramiro... -, mas de toda cidade.
Usando de sua influência, Tieta consegue trazer a luz elétrica a Santana do Agreste ao mesmo tempo em que se envolve num tórrido romance com seu sobrinho, o seminarista Ricardo.
A jovem Leonora, apresentada à família como enteada de Tieta, envolve-se com o secretário da prefeitura, Ascânio Trindade, num romance impossível que acabará resultando em uma nova e inesperada partida de Tieta.